


O Paradigma do Post Viral
Entenda o Que Realmente Significa Viralizar nas Redes Sociais
Introdução
Viralizar. Essa palavra tem assombrado empresas, marcas e criadores de conteúdo há anos. Há uma expectativa quase mística em torno dela. Muitas empresas acreditam que só terão sucesso se algum de seus posts atingir dezenas ou centenas de milhares de visualizações. Isso cria uma corrida insana – e muitas vezes injustificável – atrás do “post perfeito”, aquele que supostamente vai “explodir” e mudar o rumo do negócio.
Mas será que essa lógica faz sentido para marcas que têm um público-alvo específico? Será que o conceito de viralização não está sendo mal interpretado? Este artigo vai desmontar esse mito e apresentar o verdadeiro paradigma da viralização nas redes sociais, principalmente quando falamos do Instagram.
Como Funciona a Viralização nas Redes Sociais
Antes de falarmos sobre o paradoxo, é preciso entender como a viralização acontece do ponto de vista da plataforma.
Toda rede social trabalha com dois objetivos centrais:
- Aumentar o tempo de permanência dos usuários na plataforma.
- Manter os usuários entretidos.
Isso significa que para um post viralizar, ele precisa ser bom de retenção e entretenimento. O algoritmo testa isso da seguinte forma:
- Primeiro, mostra o post para uma parcela dos seus seguidores.
- Se houver bons sinais de engajamento (curtidas, comentários, salvamentos, tempo de leitura, compartilhamentos), o post é testado com não seguidores.
- Se continuar com bons resultados, o conteúdo é amplificado de forma exponencial, com entregas maiores e mais amplas.
E aqui começa o nosso paradoxo.
O Paradoxo da Viralização
Se a viralização depende de agradar a um número crescente de pessoas que não seguem a conta, então o conteúdo precisa ser genérico o suficiente para se conectar com vários grupos sociais. Tribos diferentes, interesses variados, faixas etárias distintas. Ou seja:
Quanto mais específico for o conteúdo — quanto mais ele resolver um problema real de um cliente — menor a chance dele viralizar.
E inversamente:
Quanto mais genérico, amplo e popular for o conteúdo, maior a chance dele viralizar — mas menor a chance de gerar negócios diretos para a empresa.
Essa é a raiz do paradigma da viralização.
Exemplo prático:
- Post genérico que pode viralizar:
Um vídeo engraçado com um cachorro usando óculos de sol com a legenda “Segunda-feira chegando…”.
🔁 Alto potencial de compartilhamento, mas nenhuma conexão direta com um produto ou serviço. - Post específico que resolve o problema de um cliente:
Um carrossel mostrando como usar um botão do WhatsApp Business para agilizar o atendimento em clínicas odontológicas.
🎯 Extremamente útil para o público-alvo, mas sem apelo popular para quem não é dono de clínica ou gestor de tráfego.
A Ilusão da Concorrência com Criadores de Conteúdo
É claro que, ao viralizar um conteúdo, você aumenta a visibilidade da sua marca. Mas é importante entender que, ao perseguir esse objetivo, você passa a disputar atenção com influenciadores, comediantes, dançarinos, criadores de memes — pessoas que vivem de gerar viralização.
Você estará empregando energia criativa, tempo e recursos em um terreno que não é o seu. Ao invés disso, concentre-se em criar posts que informem, orientem ou resolvam os problemas da sua comunidade. Esse tipo de conteúdo:
- É mais fácil de produzir, pois trata de assuntos do seu dia a dia.
- Gera autoridade e posicionamento com o público certo.
- Conecta com quem realmente tem potencial de se tornar cliente.
O Novo Instagram: Vida Longa ao Conteúdo Relevante
A viralização também deixou de ser imediatista. Houve um tempo em que os posts do Instagram tinham uma vida útil de 24h a 48h. Depois disso, praticamente desapareciam.
Hoje, o comportamento da plataforma mudou:
- Um post pode continuar recebendo visualizações por dias ou semanas, enquanto o Instagram identificar que ainda há pessoas reagindo positivamente a ele.
- Ou seja, a rede está trabalhando ativamente para encontrar seu público ideal, mesmo que esse processo leve mais tempo — exatamente como ocorre com um post de blog no Google.
Isso é revolucionário:
Seu post não precisa agradar a todos, e sim continuar sendo útil para alguém.
Logo, se o conteúdo for específico e segmentado, a viralização pode acontecer em câmera lenta, de forma progressiva, entregando valor real ao longo do tempo.
A Viralização no Contexto de Negócios Locais e de Nicho
Se a sua conta representa uma empresa com público definido, talvez você nunca vá (nem deva) alcançar 500 mil visualizações com um post.
E tudo bem.
Imagine um restaurante local em uma cidade de médio porte. Um vídeo explicando a nova opção vegetariana no cardápio pode alcançar 100 pessoas da cidade — mas se 50 dessas pessoas forem vegetarianas ativas que moram no bairro, o post alcançou o ápice da sua performance.
👉 Isso é, sim, uma forma de viralização, mas dentro de um referencial estratégico.
A verdadeira pergunta não é “quantas pessoas viram?”, mas sim:
Quantas pessoas certas viram?
Então… Qual é o Caminho?
Ao invés de mirar no viral, mire no relevante. E para isso, siga este caminho:
- Entenda o seu público:
Seja específico. Saiba quem são, onde estão, o que querem, o que sentem. - Produza conteúdo útil e estratégico:
Posts que resolvem problemas reais, mostram bastidores, cases, tutoriais e dúvidas frequentes. - Aceite que seu post não precisa ser popular para ser valioso:
Se você vende próteses dentárias, um vídeo que alcance 80 dentistas da sua região é ouro. - Meça os resultados com base no seu objetivo de negócio:
Nem todo engajamento vira venda. Mas todo bom conteúdo específico gera autoridade, conexão e possíveis clientes.
Conclusão: A Viralização é um Referencial
Se o seu post alcança 30 pessoas, mas 10 entram em contato com sua empresa, isso é um sucesso.
O que é viral para uma marca global é diferente do que é viral para um negócio local.
Viralização depende de referencial.
Não se compare com quem vive de viralizar. Foque em quem vive de vender.

Curiosos nas Redes Sociais: É Bom ou Ruim
Curiosos nas Redes Sociais: É Bom ou Ruim para os Negócios?
Se você já navegou por conteúdos de gurus do marketing digital, provavelmente ouviu afirmações do tipo:
“Eu vou te ensinar a eliminar os curiosos e atrair apenas compradores.”
Essa promessa soa sedutora, mas carrega uma falácia que pode prejudicar empreendedores e profissionais de marketing, principalmente os que estão começando: a de que a curiosidade é um problema a ser combatido.
Na realidade, tudo começa com a curiosidade. Quanto mais experiência acumulei no marketing digital — seja gerenciando tráfego, criando produtos ou lançando campanhas — mais claro ficou para mim que demonizar os curiosos é, na verdade, uma postura de quem ainda não compreendeu profundamente a jornada de compra e o funcionamento dos diferentes estágios do funil de vendas.
Neste artigo, vamos desmontar essa crença e mostrar por que curiosos nas suas redes sociais podem, sim, ser muito bons para os seus negócios. E, principalmente, por que o verdadeiro debate deveria ser: como transformar curiosos em compradores?
1. Toda Venda Começa com uma Semente de Curiosidade
Imagine que você está passando por um feed de redes sociais. Entre centenas de estímulos, algo chama sua atenção: um vídeo, um post, um anúncio. Nesse momento, você não sabe se vai comprar — mas algo se destacou a ponto de merecer seu clique. Essa é a centelha inicial que, lá na frente, pode evoluir para interesse, consideração e finalmente uma compra.
Essa dinâmica é ainda mais evidente em produtos ou serviços que não têm demanda já formada. Se ninguém conhece seu produto, seu método, sua marca, é natural que a primeira reação do público seja curiosidade. E isso é um ótimo sinal: significa que sua comunicação conseguiu romper a indiferença.
Quando você lança uma mentoria nova, por exemplo, ou um produto inovador que as pessoas não sabem que precisam, seu primeiro desafio não é convencer alguém a comprar — é apresentar, explicar e provocar curiosidade suficiente para que essa pessoa queira saber mais. Se seu anúncio está gerando curiosos, você está no caminho certo.
2. Produtos com Demanda Formada: A Estratégia Muda
Por outro lado, quando falamos de produtos que já têm demanda clara e consolidada, a lógica muda. Vamos usar o exemplo do iPhone.
Todo mundo sabe o que é um iPhone. Todo mundo já tem uma noção de preço, status e benefícios. Nesse caso, sua publicidade deve sintonizar com pessoas que já querem um iPhone. É um público mais decidido, que está comparando preço, condições de pagamento ou confiabilidade do vendedor.
Se você faz um anúncio de iPhone e ele só atrai pessoas curiosas que nunca pensaram em trocar de celular, é sinal de que algo está errado no criativo ou na segmentação. Talvez o anúncio tenha sido genérico demais, ou tenha sido direcionado para públicos amplos que não manifestaram interesse prévio. Nessa situação, não é o curioso que é ruim. É a campanha que não conseguiu atingir a demanda correta.
3. O Erro Está na Publicidade, Não na Curiosidade
Um ponto essencial que muitos esquecem é que, se você está impactando pessoas que não fazem parte da demanda formada do produto, isso indica que sua publicidade:
- Escolheu um público errado, ou
- Criou um criativo (texto, imagem, vídeo) que não conversa com quem já deseja comprar.
Portanto, culpar o curioso é transferir a responsabilidade de uma campanha mal planejada.
O verdadeiro problema não é quem se interessou em saber mais — e sim por que sua mensagem não conseguiu atrair quem já estava pronto para comprar.
4. Curiosos São Essenciais Para Produtos Sem Demanda Definida
Se você está no mercado de serviços de mentoria, infoprodutos ou qualquer solução inovadora que ainda não faz parte do imaginário coletivo, atrair curiosos é sua missão principal no começo.
O raciocínio é simples:
- Ninguém conhece você ou seu método.
- Sua publicidade precisa apresentar a proposta de valor.
- Se o público ficou curioso, significa que seu anúncio foi eficaz ao despertar atenção.
- A partir desse ponto, seu trabalho é conduzir esse público até a compreensão de que seu produto resolve um problema ou satisfaz um desejo.
Ou seja: gerar curiosidade é o primeiro estágio natural e desejável do processo de conversão.
5. Transformando Curiosidade em Compra
É aqui que a maioria se perde. Não adianta atrair curiosos se você não tiver estratégias para educar, nutrir e provar valor.
Você precisa:
- Mostrar autoridade e credibilidade.
- Explicar claramente como seu produto resolve o problema.
- Comprovar resultados (depoimentos, provas sociais, cases).
- Remover objeções.
- Conduzir ao próximo passo com chamadas para ação.
Quando você faz esse trabalho de construção de percepção e relacionamento, muitos dos curiosos se tornam compradores. E, com o tempo, aqueles que não compram ajudam a espalhar a mensagem, comentando, salvando e compartilhando seus conteúdos — expandindo organicamente seu alcance.
6. Por Que a Cisma com Curiosos é Coisa de Novato
No início da minha trajetória no marketing, confesso que também caí nessa armadilha. Eu via os curiosos como “um problema”: pessoas que consumiam meu conteúdo, perguntavam muito, mas não compravam nada.
Com o tempo e com a prática, compreendi que isso acontece porque ainda não havia um relacionamento construído, ou porque eu estava lidando com um produto que precisava de mais etapas de conscientização.
Hoje sei que a jornada de compra é composta por diferentes níveis de consciência. E lá no topo do funil, ser assertivo significa justamente provocar curiosidade. O comprador de amanhã muitas vezes começa como o curioso de hoje.
Essa percepção só não é clara para quem ainda não domina o ciclo completo do funil de vendas.
7. Conclusão
Se você chegou até aqui, guarde este princípio: não existe vendas sem curiosidade.
A curiosidade é o portal de entrada para qualquer relacionamento entre uma marca e um potencial cliente.
O verdadeiro desafio não é tentar excluir os curiosos, mas aprender a transformá-los em compradores.
Se sua campanha está atraindo pessoas desinteressadas em produtos com demanda formada, reveja seu público e seus criativos. Mas se você está vendendo algo novo ou pouco conhecido, comemore cada pessoa que chegou curiosa até você — porque é exatamente assim que começa o trabalho de educar, encantar e vender.

O Segredo Fundamental do Marketing Digital
O Segredo Fundamental do Marketing Digital: Como Dados, Processamento e Análise Garantem Resultados Reais
Tudo no digital se resume a Entrada, Processamento e Saída de Dados: Entenda de Uma Vez Como Isso Afeta Seus Resultados no Marketing Digital
Se existe uma verdade absoluta na informática – e por extensão, no marketing digital – é que tudo se resume a três etapas fundamentais: Entrada de Dados, Processamento e Saída de Dados.
Essa sequência não é uma teoria. É uma lei prática, que rege desde os sistemas mais complexos de supercomputadores até os algoritmos das redes sociais que você usa todos os dias.
Quem entende esse ciclo passa a enxergar o mundo digital com outros olhos. Quem ignora… segue perdido, cobrando resultados antes mesmo que o sistema tenha tido tempo de processar o que foi entregue.
A Tríade da Informática: Entrada → Processamento → Saída
Antes de tudo, vamos deixar claro o que significa cada uma dessas etapas:
Entrada de Dados:
Tudo o que você coloca dentro de um sistema. Pode ser um post no Instagram, um vídeo no YouTube, uma campanha no Google Ads ou até mesmo a configuração de um formulário de captura de leads. Aqui, você está alimentando a máquina com informações.
Processamento:
É a parte invisível. Aquela que acontece dentro dos servidores, nos códigos dos algoritmos. O sistema cruza dados, testa combinações, aprende com o comportamento dos usuários, otimiza a entrega e vai moldando o caminho até o resultado final. Esse é o verdadeiro momento de “mágica” (ou ciência de dados, pra ser mais exato).
Saída de Dados:
São os resultados tangíveis. Métricas, gráficos, relatórios. Quantos foram alcançados? Quem clicou? Quem converteu? Que tipo de público respondeu melhor? Aqui é onde você colhe os frutos e extrai as informações mais valiosas: os aprendizados.
A Tentação de Querer Pular Etapas
Agora vem a parte crítica:
“Muitos empresários, produtores de conteúdo e até gestores de tráfego iniciantes tentam fazer um atalho entre a Entrada e a Saída, como se o Processamento fosse algo opcional”.
É como querer plantar uma semente e colher a fruta no mesmo dia.
Ou como querer uma análise completa de um exame de sangue antes mesmo de colher o sangue.
“Isso não existe!”
Quando você posta um conteúdo e espera alcance instantâneo, ou quando cria um anúncio e cobra vendas antes mesmo da campanha ter tempo de otimizar… está exigindo uma saída de dados sem deixar o sistema processar.
E adivinha o que isso gera?
Frustração. Reclamações. A famosa frase:
“O Instagram não entrega!”
“O Facebook Ads não presta!”
Na verdade… o que falta é entendimento do processo.
Como Essa Lógica Funciona no Marketing Digital?
Vamos aplicar essa tríade a dois exemplos práticos:
1. Redes Sociais:
Entrada: Seu post (texto, imagem, vídeo, hashtags, localização, etc)
Processamento:** O algoritmo analisa, faz testes A/B automáticos, entrega para grupos de teste, mede retenção, avalia engajamento inicial
Saída: Métricas como alcance, impressões, curtidas, comentários, cliques no link da bio
Conclusão: Se você quer mais alcance e engajamento, precisa melhorar a entrada (conteúdo) e respeitar o tempo de processamento (dar tempo ao algoritmo aprender).
2. Tráfego Pago:
Entrada:Configuração da campanha: segmentação, verba, criativo, copy
Processamento: O sistema de anúncios faz a distribuição, aprende com as interações, ajusta as entregas, otimiza o custo por resultado
Saída: Métricas como CPC, CTR, CPA, ROAS, conversões
Conclusão: Se você quer leads qualificados e vendas, precisa estruturar bem a entrada, permitir um volume de processamento suficiente e só então analisar a saída para otimizar.
Respeitar o Ciclo é Trabalhar com os Dados, Não Contra Eles
O grande aprendizado aqui é simples, mas poderoso:
Resultado não vem da sorte. Vem do ciclo: Entrada → Processamento → Saída.
Se você respeitar esse fluxo:
✅ Vai conseguir entender os relatórios com mais clareza
✅ Vai tomar decisões baseadas em dados, não em achismos
✅ Vai parar de culpar o algoritmo e começar a usar o algoritmo a seu favor
Se você tentar pular etapas:
❌ Vai continuar investindo mal
❌ Vai reclamar de falta de resultados
❌ Vai girar em círculos, sem saber onde está errando
Então, o segredo é:
Na próxima vez que você for criar uma campanha, postar um conteúdo ou analisar suas métricas, pergunte a si mesmo:
“Respeitei todas as três etapas do ciclo?”
Se a resposta for não… você já sabe onde está o problema.
E lembre-se: no digital, quem entende o processo domina o jogo.